
Na véspera da eleição que vai decidir entre a barbárie e a democracia, a população de Manaus se enfeita de esperança, muda a cor da praça, o ritmo da marcha e dá o tom da resistência.
São novos e antigos amigos – até crianças – que de mãos dadas transformam a paisagem pálida de um fim de tarde manauara, em um oceano de sorrisos e abraços.
Tudo seria plácido se enfrentar a tirania não fosse o destino de quem persegue o ideal da estabilidade econômica, da segurança democrática e dos interesses coletivos acima dos individuais.
Lula versus Flávio se enfrentam em uma disputa presencial para decidir quem vai ficar com o trono do país dos tupiniquins. A hora do sim e do não é agora!
Todavia, é aqui na praça que as esperanças renascem. Ela está nos olhares anônimos, na face madura do homem, na sabedoria da mulher e, sobretudo, na delicadeza da criança.
Nada será perdido, a sensatez irá prevalecer, sairemos mais fortes e renovados desse processo. O pais vai continuar grande e Lula presidente.
É isso que nos que dizem os olhares da praça, o povo em harmonia, a expressão sublime, puras e concreta da nossa inabalável soberania.