

O prefeito de Manaus, David Almeida, disse nesta quarta-feira (10), que ainda não está sabendo sobre uma determinação do Tribunal de Contas da União (TCU), que pediu que a prefeitura da capital informasse se houve ou não pressão do Ministério da Saúde para o uso de medicamentos em um tratamento precoce contra a Covid-19.
A determinação foi do ministro Benjamin Zymler, encaminhada à Secretaria de Saúde de Manaus, para saber se o Ministério da Saúde pressionou o órgão a tratar pacientes com coronavírus com os remédios cloroquina, hidroxicloroquina e ivermectina. Os três medicamentos são ineficazes para o combate à doença, de acordo com estudos científicos realizados no Brasil e no exterior.
“Eu ainda não soube sobre essa questão, mas nós não trabalhamos com tratamento precoce. Nós trabalhamos com o tratamento no início dos sintomas”, explicou.
Segundo Almeida, a única coisa que a Prefeitura fez foi orientar os pacientes infectados com a doença a procurar atendimento logo no início dos sintomas, a fim de evitar o agravamento dos quadros.
“Quando nós entramos na prefeitura o que se detectou nas nossas unidades de saúde era que as pessoas estavam procurando as nossas UBSs no oitavo, décimo dia [da doença], onde a unidade já não podia tratá-las. E aí nós fizemos uma propaganda que dizia para as pessoas não esperassem sentir falta de ar, mas nos primeiros sintomas procurasse uma UBS e fizesse o teste e já iniciava o tratamento”.
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Imagem: Divulgação