

Por Thomaz Antonio Barbosa
O presidente do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva, após dois anos e meio de governo, consegue perceber o óbvio, que a China não é saída e que seu retorno à presidência da República se deu em virtude do governo Biden ter criado condições seguras, primeiro para que ele saísse da cadeia, segundo, evitando que Bolsonaro desse um golpe rasteiro em todo o sistema eleitoral brasileiro por meio da descredibilização da urna eletrônica.
Os bilhões da Ásia não vieram e em meio ao marasmo que se encontra seu governo, o presidente do Brasil modifica sua posição diante à Venezuela, engata um discurso alinhado com os ianques e se prepara para um retorno de filho de pródigo ao colo de Washington D.C pela porta da frente, hoje nem pela dos fundos. A “síndrome do complexo de vira-lata” foi somente uma forma de se antepor ao discurso de Bolsonaro, essa deverá ser sua justificativa.
De fato, um país grande não se faz com um garoto propaganda dos governos sino-russos, a síndrome de complexo de vira-lata não se resolve substituindo o dólar por uma moeda criada pelo malfadado BRICs, um bloco que não existiu, um tijolo que não se transformou em uma construção capaz de solidificar um país. A autoestima do Brasil virá com empregos, mesa farta, um excelente sistema de saúde e educacional, segurança e qualidade de vida.
É preciso reinventar o governo, se livrar de algumas paixões e vícios ideológicos, modernizar o discurso e a prática, o jeito de fazer Brasil no Brasil. Tem uma eleição lá fora, batendo na porta, um plebiscito para o governo Lula, a oportunidade de se perceber as nossas razões, as minhas e a dele, todavia, o presidente deve entender que a canoa que atravessa o riacho não cruza o oceano, que a dinamicidade da política não nos permite viver o dia de ontem hoje, pois, o que é novo não mais vira, já veio!
Vivemos o período da transformação intelectual para podermos modificar a realidade brasileira. Não, a pendenga na Venezuela não é motivada por petróleo, tampouco, a guerra na Ucrânia está relacionada com a fronteira bélica. O passado passou! Há que se repaginar o governo, se redesenhar o organograma do Brasil. O discurso não bate na prática, Marx envelheceu! A revolução cubana só caberia em Cuba! É necessário entender a lógica do paradigma, jogar as roupas velhas do armário é o começo!
Portanto, tá na hora do Brasil se livrar de si mesmo, da Amazônia aos pampas ninguém aguenta mais esse pais velho, carcomido por um discurso que um dia foi chamado de vanguarda, a modernidade venceu! O Lula e sua equipe tem um final de semana para entender essas coisas, a população não tem mais tempo para esperar, é urgente compreendermos a janela que se abriu com o Windows, perceber as esperanças que se renovam nas ruas diante de um país ultrapassado.
…A esquerda precisa se livrar da esquerda ou o Brasil não sobrevive!