

Teve início nesse sábado, 17, a greve dos fluviários do ramo de convés no Amazonas. A manifestação aconteceu no porto da Ceasa, em Manaus; na segunda-feira, 19, vai acontecer no porto do São Raimundo; na terça-feira, 20, há indicativo de que será no centro da capital, em frente ao Rodway.
Segundo o presidente do Sindicato dos Fluviários da Secção de Convés do Amazonas, Joe Olino da Mata Bastos, em vídeo que circula nas redes sociais, “essa paralisação é decorrente a um acordo que não foi dado a atenção aos profissionais da área”. Veja vídeo:
Tal acordo foi assinado no dia 26 de julho com representantes do Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial no Estado do Amazonas (Sindarma), bem como, do Sindicato dos Fluviários da Seção de Convés do Amazonas (Sindflu), na sede da Procuradoria Regional do Trabalho/ 11ª Região AM/RR, suspendendo a ameaça de greve baseada em desentendimentos das reivindicações com as propostas da Convenção Coletiva de Trabalho.
A persistir sem solução, a greve dos fluviários de convés pode afetar o abastecimento o norte do país, haja vista, que os canais de distribuição de bens e produtos entram na região por Belém e Porto Velho e a partir de Manaus são distribuídos para Roraima e Acre, fazendo o caminho inverso no tocante à saída, o que já preocupa empresários, população e especialistas.
Abastecimento
Em seu segundo dia de manifestação, há informações de comboios atracados em várias locais da região, em barrancos, em vilas e cidades do interior. A categoria espera uma resposta do sindicato patronal favorável à negociação para normalizar o serviço no Amazonas. O transporte fluvial de cargas ainda é o principal modal nos estados do norte do Brasil.
Imagem: Divulgação