Conversa com Thomaz

Cerimonial do aniversário da Venezuela em Manaus não contempla brasileiros.

Por Thomaz Antonio Barbosa

Nesta segunda-feira,  dia 5 de Julho,  a Venezuela completa merecidos duzentos e dez anos de Independência, um feito do libertador Simón Bolivar. Aqui em Manaus aconteceu um ato comemorativo no Largo de São Sebastião,  com início às 10:30 da manhã, abrilhantado com música e a presença angelical de crianças vestidas com as cores do país.

Segundo Cristina Rivas, uma das organizadoras do evento  “o importante são os filhos trazerem os pais, pois é uma migração internacional e muitas dessas crianças já nasceram no Brasil“, disse ela.

A cerimônia foi simples, porém bela, do jeito que os povos latino-americanos sabem e gostam de fazer, com a magnífica execução do Hino Nacional da Venezuela, à capela, por Rafael Gonzalez, e los niños dançando e cantando a cultura típica de seu país.

Seria perfeito se o rigor acadêmico não me chamasse  a atenção para o fato de que o Protocolo de Cerimonial, anexo abaixo, não contemplou  nenhum cidadão brasileiro com o uso da palavra,   tão pouco o hino do Brasil ou do Amazonas foi executado, já que o ato era em praça pública e se referia a uma nação co-irmã.

No evento estavam presentes pessoas com qualificação para representar bem o Brasil ou Amazonas, inclusive, gente com trabalhos relevantes junto aos migrantes venezuelanos em Manaus. Da próxima vez chamem os anfitriões.

Todavia,  esse pequeno descuido não tira o brilho da solenidade,  das cores que unem a América, da alegria das crianças,  do cantar e do bailar de um povo que sabe sorrir apesar adversidades. Viva a Venezuela!!!

…. A ausência da Pastoral dos Migrantes também foi notada.

Anexo:

Protocolo de Cerimonial enviado pela coordenação do evento

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