

Por Thomaz Antonio Barbosa
Ao melhor estilo bolsonariano o assunto do fim de semana foi a transposição do rio São Francisco. As duas claques, a da esquerda e a da direita, não pouparam suas redes sociais de elogios, interjeições e ironias sobre quem de fato é o autor da façanha.
Em gestão pública, assim como em todas as uniões estáveis na vida, uma começa aonde a outra termina. Portanto, noiva abandonada no altar é de quem chegar primeiro, principalmente quando a conta está sendo paga pelo pai, o tio, o avô da nubente e não pelo noivo.
É exatamente isso, a transposição do São Francisco é uma obra pública, onde o gestor é somente um síndico e pelo principio da Entidade a empresa é pessoa jurídica diferente do dono. Com isso podemos afirmar que o país não é a figura do presidente.
Ainda se levando em conta a ciência da contabilidade, por meio do principio da Continuidade, a vida da empresa e a do dono são distintas, uma finda a outra prossegue. Com isso, o mandato de um gestor termina, porém a gestão pública prossegue com o sucessor, nas mesmas bases legais e de gastos.
Com isso, à luz dos postulados, é mister afirmar que a transposição do São Francisco é uma obra nacional, finalizada na gestão do senhor Bolsonaro, presidente deste pais, queiram ou não os críticos. É um exemplo bom de obra quase concluída, mas abandonada, que tem continuidade. Por mais que seja uma simples torneirinha, ela era determinante para o funcionamento da coisa.
Bolsa Família
Aos navegantes de primeira viagem e a quem interessar é bom lembrar que o programa Bolsa Família tem origem em benefícios assistenciais do governo FHC, entre eles a Bolsa Escola, a Bolsa Alimentação, o Auxílio-Gás, o Cadastro único e o Fome Zero.
No entanto, o governo Lula rebatizou a criança e faturou três eleições com aquilo que ele mais detestava enquanto candidato que era a distribuição de esmolas ao invés do emprego. Com a troca de nome dos benefícios e a junção em um único programa houve, inclusive, redução no valor monetário do todo. Atirar com a pólvora alheia é mais fácil.
Na vida pública é assim o gestor não é dono do país, o dinheiro com o qual trabalha não lhe pertence e quem o sucede tem o dever de dar continuidade nos serviços. Assim fez o Lula, quando sucedeu a faixa de FHC, bem como, agora o Bolsonaro está fazendo. A noiva estava no altar sorte de quem aproveitou a oportunidade. Página virada!
Porém, o Brasil ainda se pergunta por onde anda a esposa do Queiroz?
Para saber mais:
Bolsa Família: https://pt.wikipedia.org/wiki/Bolsa_Família
Muito legal a matéria
Obg