Conversa com Thomaz

Brasil, um país que pauta o mundo

Imagem: redes sociais/divulgação

Por Thomaz Antonio Barbosa

Quando eu afirmava que a eleição presidencial de 2026 no Brasil pautaria o mundo, não era um mero devaneio. A vitória de Lula nas urnas sobre um candidato de extrema direita extrapola o debate regional, penetra no universo geopolítico, consagra-se como um sopro de vida para a democracia na América Latina e afirma-se como um pilar para o fortalecimento do multilateralismo global. O resultado legitimado pelas urnas demonstra que o eleitorado brasileiro rejeitou um projeto de aprofundamento autoritário, de subserviência ao imperialismo e de isolacionismo diplomático. A remontada histórica — com expressiva vantagem de votos em uma região em uma região cada vez mais alinhada ao gabinete de Washington, que parecia estar se entregando à extrema direita — devolve ao presidente reeleito o protagonismo continental e conquista aliados em todo o mundo. Após esse triunfo, fazer o “L” está se tornando um símbolo internacional de resistência contra a extrema direita e o autoritarismo transnacional.

O mundo venceu com Lula, ele foi capa de trazer o povo para as ruas, mostrar força reativa e mexer no tabuleiro das relações internacionais. Nações e observadores estrangeiros enxergam, nessa estabilidade institucional dada pelas urnas no Brasil, um dique de contenção contra a expansão coordenada de forças de extrema-direita que operam em rede transnacional. Em um cenário internacional marcado pela fragmentação de blocos, por pressões, tarifas e sanções das grandes potências, sobretudo na periferia global, a continuidade de um projeto soberano no Brasil redesenha o mapa de influências regionais e impacta na geografia planetária do poder.

Mais do que um triunfo eleitoral interno, a reeleição espetacular de Lula na eleição presidencial de 2026 projeta o Brasil definitivamente no tabuleiro das grandes negociações globais, no clima, no comércio e nas questões humanitárias. Ao apostar no multilateralismo — seja por meio do fortalecimento do BRICS, da rearticulação sul-americana ou da interlocução pragmática com o Norte Global —, a eleição de Lula revalida a tese de que a diplomacia ativa e soberana é o caminho para o fortalecimento do Estado e para a construção de uma teia de relações mundiais.

Resta traduzir esse fôlego externo e essa mobilização popular em respostas tangíveis para uma sociedade ainda profundamente polarizada, provando que a democracia se renova não apenas pelo voto, mas pacificando, incluindo e agindo.

Depois de uma tempestade de ações extremistas, de pressões, sanções e tarifas, assim como, de alinhavos equivocados e, apesar do sucesso eleitoral, a guerra híbrida não acabou. Há um inimigo interno declarado, com pretensões antidemocráticas e uma gula insaciável de poder, querendo nos regalar aos seus senhores. Portanto, o país, por meio das urnas, pede a Lula austeridade, pois, em um momento de ascensão da extrema-direita no mundo e de sufocamento da América Latina, o povo vai às ruas, o Brasil ultrapassa a fronteira regional, pauta definitivamente o debate geopolítico e abre as portas para o multilateralismo global com duas pretensões muito claras, a primeira é manter a soberania; a segunda é aniquilar a tirania que atropela o crescimento e a democracia.  

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