

*Por Elson Melo
A unidade da base progressista do governo Lula em Manaus parece que ganha corpo com o anúncio da pré-candidatura do ex-deputado Marcelo Ramos pelo PT. Essa unidade já larga muito bem-posicionada no processo eleitoral e embaralha o cenário político local.
Até aqui, o campo da direita reacionária da política local, polarizavam entre seus déspotas, a corrida eleitoral, rumo a prefeitura da capital amazonense sem serem importunados por uma candidatura de viés progressista.
A candidatura de Marcelo Ramos traz para o campo da esquerda a combatividade que faltava para agregar ao capital eleitoral do presidente Lula em Manaus que, historicamente é muito forte, essa combinação nos permite afirmar com toda certeza de que o campo progressista chegará ao segundo turno da eleição. Já o campo da direita reacionário já largou dividida e será obrigado a disputar entre seus déspotas, a outra vaga.
Se observarmos os números do 1º turno da eleição para prefeito de 2020, a candidatura do ex-deputado José Ricardo em uma coligação PT/PSOL, obteve 14,28% e ficou na terceira colocação, as duas candidaturas que foram para o 2º turno, Amazonino obteve 23,91% dos votos e David Almeida obteve 22,36% de votos, as demais candidaturas: Nicolau 12,08%, Menezes11,32%, Alberto Neto 7,82%, Alfredo 3,24%, Romero Reis 2,97%, Chico Preto 1,65%, Marcelo Amil 0,29% e Gilberto Vasconcelos 0,08.
Amazonino por motivos óbvios, não estará nessa eleição e também não deixou para ninguém o seu capital eleitoral em Manaus. Se comparar a votação de José Ricardo em 2020 em um cenário totalmente desfavorável para uma candidatura de esquerda e com apoio de apenas dois partidos, com a candidatura de Marcelo Ramos que, em 2016 foi para o 2º turno com uma votação de 21.8% contra 35.7% de Arthur neto, podemos concluir que, se unificar as duas federações do campo progressista, Marcelo vai para o 2º turno com todas as possibilidades de ser eleito no 2º turno.
É hora de unificar.
O campo progressista conta com duas federações, PT/PcdoB/PV e PSOL/REDE, essas duas federações, estão liderando diversas candidaturas nas capitais, em Manaus, é importante fazer esse diálogo para consolidar uma candidatura fortes para derrotar o extremismo da direita reacionária. Se unir, o bicho foje.
Eis um cenário eleitoral que mostra a potencialidade do campo progressista da política amazonense de eleger o prefeito da capital amazonense, o momento é unidade, de esperançar e resgatar Manaus para o seu povo.
*O autor é militante do PSOL Amazonas
Imagem: Deposiphoto