

Os profissionais das categorias da Saúde e Educação do estado do Amazonas realizaram nesta terça-feira, 20, carreata para alertar a população sobre uma possível deflagração de greve.
Segundo Cleidinir do Socorro, presidente Sindsaúde-AM, “O propósito do estado de greve é alertar o governo do Amazonas de que a qualquer hora as entidades podem chamar a categoria para fazer uma greve. Essa carreata hoje é em busca ainda das perdas salarias”.
A presidente disse ainda que “estamos vivendo todas as etapas para que a gente não chegue a uma paralisação, isso em razão da pandemia, pois a categoria jamais quer prejudicar a população, porém queremos que governador do Amazonas resolva as questões do trabalhador na área da saúde, que são as perdas salariais desde 2016”, disse Cleidinir.

Lourisval Pereira, presidente Sindagente, acrescentou que “as nossas reivindicações não se diferenciam muito da Educação, que são as melhorias nas condições de trabalho e reconhecimento também. Nós temos o acúmulo de quatro datas-bases que o governo não fez as reposições salariais devidas. O plano de cargos e salário nunca foi posto em prática, nunca houve as progressões e promoções. A grosso modo um profissional de nível superior, um enfermeiro por exemplo, acumula uma perda de quase sessenta mil reais”, enfatizou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Controle e Combate de Endemias.

Lambert Melo, Coordenador de Comunicação da Asprom-Sindical, esclareceu que a carreata em conjunto com os profissionais da saúde aconteceu “pelo fato das duas categorias estarem em estado de greve, reivindicando os reajustes salariais, conforme as datas-bases, também melhorias nas condições de trabalho”.
Ele acrescentou ainda que “no caso da Educação estamos exigindo que haja a vacinação de todos os trabalhadores da categoria para que a gente tendo essa imunização garantida possa começar a discutir o retorno das aulas presenciais“.
Perguntado sobre o gerenciamento de pandemia do governo Bolsonaro e Wilson Lima Lambert Melo disse que “existe uma necropolítica sendo implementada em nosso país, através do governo federal e corroborada pelo estadual, nesse sentido iremos, após todo esse processo finalizado, à justiça buscar a responsabilização desses governantes que não tomaram as providencias necessárias para evitar esse genocídio que acontece agora em nossa cidade, nosso estado, nosso país”.
A manifestação teve início na Arena Amadeu Teixeira e percorreu as ruas da cidade.

Imagens: conversacomthomaz.com