Conversa com Thomaz

Rodoviária de Manaus está abandonada; isso os políticos não olham!

O Terminal Rodoviário de Manaus, Engenheiro Huascar Angelim, vive os seus piores dias. Abandonado e obsoleto não é visto pela classe política nem em épocas de campanha eleitoral. Tem gente prometendo dinheiro, passe livre, creche, mas nem no afã de sua loucura se compromete em construir um novo porto terrestre para a capital do Amazonas.

O complexo está localizado no bairro de Flores, inaugurado em 1980, atende os municípios da Região Metropolitana de Manaus e demais do interior do Amazonas, além de rotas interestaduais para Rondônia e Roraima, bem como, internacionais para a Venezuela.

Desprezado pelo ente público hoje cumpre a função social de abrigar migrantes internos e dos países latinos, além de mendigos e indigentes de todas as partes. Quem dá vida ao terminal rodoviário de Manaus é o grande contingente de venezuelanos que por lá fixou residência e colabora com o funcionamento de alguns dos serviços de particulares que se desenvolvem no complexo.

A empresária do ramo do turismo, Antônia Souza, lamenta o fato da prefeitura ter virado as costas para um dos lugares por onde deveria começar e terminar o turismo na capital do Amazonas. Para ela a rodoviária funciona como a porta de entrada de uma cidade, onde inicia a imersão cultural de quem chega a determinado lugar. Segundo ela:

“A solução seria construir uma nova rodoviária em um ponto mais próximo à barreira, nas mesmas modalidades de um aeroporto, aconchegante, com todas as condições de acolher bem e de vender pacotes de visitação para os destinos dentro da capital e em todo o estado. Nela começa o turismo local”.

Infelizmente a realidade é outra. Hoje a rodoviária de Manaus é o reflexo do abandono que se encontram os aparelhos públicos da cidade, esperando por um milagre administrativo ou bom senso do próximo gerente, torcendo que a sobra da verba distribuída com o assistencialismo eleitoreiro sirva para aplicar naquilo que gera dividendos para o município e melhora autoestima da população.

Imagens: acervo conversacomthomaz.com / redes sociais de Antonia Souza

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