

Por Thomaz Antonio Barbosa
O tão esperado por uns e sonhado por outros, relatório das Forças Armadas, reafirma o que a esquerda já sabia: a eleição foi limpa. Porém, lança dúvida sobre a integridade do processo, chamando atenção para uma possível fraude.
Com isso os relatores legitimam a eleição, mas vitaminam o discurso da direita golpista, melhor dizendo, de Bolsonaro , que vai usar isso deliberadamente para justificar a sua derrota nas urnas para o ex-presidente Lula e atacar o Governo.
Foi uma bela oportunidade desperdiçada de pacificar o país, o momento exato dos generais descerem do palanque para recuperar um pouco da credibilidade perdida dessa instituição de Estado, tranformado permissivamente em aparelho de governo.
O trecho a seguir do Relatório é revelador da isenção daqueles que, pelo menos, têm a missão de defender e pacificar a pátria:
“Do trabalho realizado, destaco dois pontos. Primeiro, foi observado que a ocorrência de acesso à rede, durante a compilação do código-fonte e consequente geração dos programas (códigos binários), pode configurar relevante risco à segurança do processo. Segundo, dos testes de funcionalidade, realizados por meio do Teste de Integridade e do Projeto-Piloto com Biometria, não é possível afirmar que o sistema eletrônico de votação está isento da influência de um eventual código malicioso que possa alterar o seu funcionamento”
Como visto, o famigerado Relatório faz um afago na democracia e beija torridamente a ditadura militaresca de Bolsonaro. Para quem cresceu acreditando na lisura e imparcialidade dos quartéis, vê-los transformados em comitês eleitorais é temerário.
Todavia, com o histórico de golpes e tentativas, ao longo da história, dos nossos pseudos-defensores da pátria, eu diria que estamos diante de mais uma bravata a ser combatida das velhas Forças Armadas de sempre.
… Não durma com esse barulho!!!