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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2024

Pesquisa mostra a goleada de Lula sobre Bolsonaro em Minas Gerais

Por Matheus Leitão

Desde a redemocratização do país, três coincidências são certas quando são contabilizados os votos das eleições presidenciais: o vencedor do pleito sempre ganhou em Minas Gerais, em Alagoas e no Amazonas com uma porcentagem muito semelhante à do restante do país, como se esses estados sempre espelhassem o resultado nacional.

Isso pode ser dito por Fernando CollorFernando Henrique CardosoLulaDilma Rousseff e Jair Bolsonaro. Ou seja, por governantes de esquerda, de centro, da centro-direita e até da extrema-direita.

Mas em um desses estados, a coincidência dos números salta os olhos, para não dizer que é inacreditável.

Como mostrou o jornal Folha de S.Paulo nesta segunda, 20, se compararmos os votos para presidente em Minas Gerais com os votos para presidente no país, descobrimos que os mineiros são o retrato fiel dos brasileiros que vão às urnas.

Afirmou o matutino:

“Para citar alguns exemplos, Dilma foi a preferida de 46,91% dos brasileiros e de 46,98% dos mineiros em 2010, Serra obteve 23,19% no país e 22,86% no estado em 2002, e Geraldo Alckmin, 41,64% e 40,62% em 2006, respectivamente, todos no primeiro turno”.

É ou não é um dado impressionante?

Folha explica que o segundo maior colégio eleitoral do Brasil, com 15,8 milhões de eleitores (ou 10,5% dos votantes no país), resume o país em sua “diversidade, em termos geográficos, demográficos e socioeconômicos”.

Se isso for verdade – e as estatísticas evidenciam que parece ser – Jair Bolsonaro tem um grande problema para resolver: o humor dos mineiros. Virar o jogo em Minas Gerais significaria para o político descobrir o mapa do que deve fazer para conseguir a reeleição – um caminho que seria terrível para o país, como já disse aqui neste espaço reiteradamente.

A coluna estudou todas as últimas pesquisas de intenção de voto para presidente em Minas Gerais: Lula aparece com uma média de 45%, enquanto Bolsonaro aparece com 30%. Ou seja, uma diferença de 15 pontos – de novo, repetindo o que tem ocorrido no Brasil inteiro, até este momento do ano eleitoral.

Leia mais: http://veja.abril.com.br

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