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quinta-feira, 18 de julho de 2024

Eleições nos EUA: entenda como funciona a escolha do presidente pelo colégio eleitoral

(Imagem: Associated Press)

Fonte: G1

O sistema que elege um presidente nos Estados Unidos é diferente do usado no Brasil e em outros países. Não basta ter a maioria dos votos diretos dos eleitores no dia da eleição.

Diferente de outras repúblicas presidencialistas, os americanos adotaram um sistema chamado de colégio eleitoral, no qual cada estado ganha um peso, de acordo com o tamanho de sua população.

Isso porque quando os eleitores norte-americanos votam, eles na verdade estão decidindo para quem vão entregar os delegados de seus estados. E estados com mais habitantes têm mais delegados no Colégio Eleitoral.

A Califórnia, por exemplo, estado mais populoso do país, com quase 40 milhões de habitantes, está dividida em 53 distritos eleitorais. Já o Kansas, um estado pequeno, com menos de 3 milhões de pessoas, tem apenas quatro distritos eleitorais.

Considerando que cada estado ganha um delegado por distrito e mais dois (um para cada senador que possui no Congresso), a Califórnia tem no total 55 delegados e o Kansas seis – o que deixa bem clara a influência de cada um.

O sistema do Colégio Eleitoral existe justamente para que estados mais populosos tenham peso maior na decisão. Por isso os candidatos lutam tanto para se dar bem em estados como Califórnia, Flórida e Texas, por exemplo, que, juntos, têm 133 delegados – quase 25% do total.

Ganhador leva tudo

Para ajudar, quase todos os estados – com exceção apenas de Maine e Nebraska – adotam um sistema chamado winner-take-all (ganhador leva tudo), no qual o candidato que conseguir o maior número de delegados fica com todos. Ou seja, se alguém conquistar 28 dos delegados da Califórnia…leva os 55.

Em geral, existem estados que são tradicionalmente republicanos, outros onde democratas ganham praticamente sempre – mas a briga de verdade acontece naqueles conhecidos como “swing states”, onde não há tanta fidelidade e os resultados variam de acordo com cada eleição. Carolina do Norte, Ohio, Pensilvânia e mesmo a Flórida estão entre eles e podem ser decisivos.

Somando todos os 50 estados dos EUA (mais o distrito de Columbia), existem 538 delegados em disputa, e se torna presidente o candidato que assegurar o voto de pelo menos 270 deles.

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