Conversa com Thomaz

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2024

Segundo especialista o caos no Amazonas poderia ter sido evitado

Dr. José Carlos Feitoza, médico especialista, avalia segunda onda de Covid-19 como descuido do sistema

Em meio ao caos que se estabeleceu na cidade de Manaus, diante da falência do sistema de saúde público e do colapso que se instalou no setor privado, coube aos poucos especialistas no tratamento de pacientes infectados pelo Covid-19, em situação extrema, se desdobrarem para socorrer a população do Amazonas.

O que eu tenho percebido é uma questão política que não podemos deixar de falar. O nosso sistema já estava em colapso e as pessoas, depois da primeira onda, achavam que não ia ter a segunda, o resultado é o que estamos vivenciando agora.

Dr. José Carlos Feitoza, médico especialista no tratamento ao Covid-19

Entre um atendimento e outro, o Dr. José Carlos Feitoza, falou com a nossa redação (CCT), para prestar esclarecimentos à população necessários para o enfrentamento do problema da pandemia. Ele é especialista em Nutrologia e Medicina Esportiva, com larga experiência no sistema público e privado de saúde, no tratamento de doenças virais e do trato alimentar. Abaixo a entrevista:

CCT: O sistema de saúde negligenciou a pandemia?

Dr. Carlos Feitoza: Bem antes do final do ano, três meses antes, eu já estava preocupado e alertava por meio de minhas redes sociais, que de dezembro a março, que é o período de chuva e que inclui as festas, a contaminação ia se agravar, a pulverização do vírus seria massiva, e foi o que aconteceu.

CCT: Quem mais está sendo afetado na segunda cepa?

Dr. Carlos Feitoza: Quem mais sofre sempre são os incluídos no grupo de fator de risco, os idosos, os obesos, cardiopatas, hipertensos e diabéticos. Porém, devido ao descuido da população essa segunda onda de contaminação atingiu os jovens, pessoas de todas as idades.

CCT: Onde está o erro que determina essa pulverização em massa?

Dr. Carlos Feitoza: O sistema que tinha que está preocupado com a segunda onda, pelo contrário, desarmou tudo que foi preparado anteriormente, o hospital de campanha, os profissionais de saúde, e hoje está muito complicado. Está sem oxigênio na cidade de Manaus, fico triste em saber que pessoas estão morrendo por falta de oxigênio, um produto que está sendo muito utilizado por conta dessa pulverização que houve, que ocasionou a contaminação de boa parte da cidade de Manaus.

CCT: O que a população deve fazer para evitar que a situação se acentue ainda mais?

Dr. Carlos Feitoza: Ficar em casa, eu acho que a decisão de deixar em casa quem não tem serviço essencial é muito importante para frear essa contaminação em massa, usar máscara, álcool em gel, não deixar de tomar os cuidados essenciais.

Nosso site agradece a disponibilidade do Dr. Carlos Feitoza e aproveita para reforçar o apelo aos cuidados na prevenção, nela começa o tratamento.

Imagem: conversacomthomaz.com

2 Comments

  • Maria de Lourdes

    Tudo que o Dr Carlos ressaltou tem sentido. Inclusive o desmonte do hospital de campanha. Haja vista que as autoridades de saúde previam uma segund onda do covid19. Simplesmente relaxaram deixando agora a saúde pública um caos.

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