Conversa com Thomaz

domingo, 5 de maio de 2024

Anne Moura, o veneno o os bandeirantes do PT,

*Por Lúcio Carril

A política tem seu próprio movimento. É preciso dominá-lo para não deixar que ela te domine.

A Anne Moura acabou de beber do veneno que ela ajudou a manipular em 2022, quando João Pedro foi escolhido por unanimidade para ser o vice de Eduardo Braga e a Gleisi Hoffmann, de uma só canetada, nomeou a Anne para compor a chapa com o cadeirudo, sem dar a mínima para a decisão dos petistas amazonenses.

Agora, Anne Moura seria a candidata à prefeitura de Manaus pelo PT e pela federação, já que o acordo era de quem estivesse em melhor posição nas pesquisas. Sem Zé Ricardo, só aparece ela.

Aí vem novamente os líderes nacionais do PT e bumba, nomeiam Marcelo Ramos, deixando Anne a ver navios na orla do amarelinho.

Mas Anne sabe que pau que bate em Chico, bate em Francisco (nem sempre, né).

O PT do Amazonas tem um histórico de destruir suas lideranças, mas agora tem ajuda dos universitários da direção nacional, que escolhem aplicar o veneno da rã amazônica kambô, que tanto pode servir de remédio como pode matar

Pegou ruim pra companheira Anne Moura. Ela sempre repetiu que estava aqui por designação do Lula, para se construir como liderança. E ela cumpriu a missão com disciplina e competência.

Mas a Anne é jovem, muito jovem, e tem uma vida política pela frente. Não vai ficar fora do processo eleitoral e do processo político. Sabe como se conduzir com ética e decência.

Lamento mesmo é essa conduta autoritária da direção nacional do PT, em desconsiderar o partido e a militância petista do Amazonas. E não se trata de o PT ser fraco ou claudicante no estado; ou culpa das direções daqui.

Penso que esse povo do sul, sudeste e centro-oeste que domina a direção nacional são velhos bandeirantes a mirar seus bacamartes contra os povos indígenas.

Não é de hoje que atropelam a militância petista do Amazonas. A sulista Gleisi sequer põe para discussão o cenário que ela pensa em construir. Trata com desprezo nossa gente de luta.

Conheço esse olhar colonialista das outras regiões do Brasil sobre o norte, uma região “cheia de índios e sem desenvolvimento”.

Quem deras se fôssemos todos indígenas, mas as Entradas e Bandeiras dizimaram nossos povos ancestrais e ainda hoje vejo seus descendentes dando canetadas contra nosso peito.

Lúcio Carril é Sociólogo

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