

Por Thomaz Antonio Barbosa
A declaração do ex-deputado federal e ex-ministro Aldo Rebelo, em depoimento à CPI das ONGs nessa terça-feira, 11, que a Amazônia é dominada por “um estado oficial, o do crime organizado e o das organizações não governamentais”, não é uma simples provocação.
O que soa nas palavras de Aldo Rabelo é a ausência de políticas de Estado para uma das regiões mais complexas do planeta, vitrine dos debates mundiais, porém pouco assistida. O governo brasileiro tem sido ausente, omisso e negligente com a região, e isso não é de hoje.
Desde a incorporação do Estado do Grão-Pará e Maranhão pelo Brasil, um ano após a Independência, que a região é segundo plano nos interesses nacionais. No Amazonas as ONGs tutelam o caboclo, determinam seu ritmo de produção e de vida, em nome de uma Amazônia preservada, gerenciam grandes fortunas para atrofiar o desenvolvimento da região.
Aldo Rebelo, longe de ser um defensor da região, trouxe novamente para a sala de estar um pauta que o governo insiste em esconder na cozinha, não debate, não discute, não busca soluções.
Quanto ao crime organizado funcionar como estado paralelo não há dúvidas, já o oficial é a incerteza!