

Por Thomaz Antonio Barbosa
Uma das imagens mais vivas que trago na mente é a do sagrado café da tarde, me remete ao aconchego do lar, especificamente à casa de minha de avó.
Sim, a primeira imagem que guardo do café da tarde é a do amor incondicional, à casa de minha avó, nela vivi os momentos mais significativos de minha vida.
As mãos santificadas de vovó me serviram os melhores cafés de minha vida.
Depois vieram outros momentos, também muito representativos, e igualmente impares, que me submetem a memória à lembrança do café ao entardecer.
Café da tarde também rima com viagens, aeroportos, às ruas de Lisboa. É sinônimo de filhos brincando em volta da mesa e amigos.
Os velhos e bons amigos, nos doces e eternos fins de tarde confraternizamos com uma singular xícara de café.
Porém, é de fato, na varanda de casa, sentido o amor soprar, sereno e acolhedor, que sentimos o verdadeiro sabor do sagrado café da tarde.
É nessa hora que os sentimentos se renovam, os sentidos se aguçam. Não, não estou falando de nostalgia, falo da vida no tempo presente!
…. E que não nos falte o Rio Negro como pano de fundo!
Imagem: pixabay