

Por Thomaz Antonio Barbosa
A mais tradicional feira da cidade, a Manaus Moderna, não poderia deixar de está movimentada, apesar das restrições do período. É que no domingo, hoje (12), o manauara exercita a sua ancestralidade, reunindo a família para festejar ao redor do fogo a fartura que vem das águas. No moquém do amazonense o peixe é a figura principal, com farinha do Uarini e pimenta murupi.
A variedade é incomensurável. Em um domingo de sol tropical aquecendo a floresta se come de tudo, assado na brasa, aonde o tambaqui e o pacu são as estrelas da companhia, passando pelo tradicional jaraqui, a matrinxã, pirapitinga, curimatá, mapará, bodó, enfim. Tem peixe para todos os gostos.

Porém, a dificuldade na feira Manaus Moderna começa no estacionamento, na claustrofobia dos corredores entupidos de gente e, para piorar, o orçamento não está cabendo no bolso do caboclo. Sem uma politica estadual ou municipal de desenvolvimento para pescado, o comércio improvisado nas feiras da cidade afronta o bom senso do comprador.
Na balbúrdia, além de suja e desorganizada, os preços praticados na assustam. O preço do tambaqui, a partir do corte do rabo ao filé, progride de 13 a 20 reais o quilo; a cambada de jaraqui escama grossa, com 12 unidades, estava sendo vendida por 20 reais, bem como a sardinha. Até aí tudo normal se não viesse o pacu estragar o domingão do caboclo.
Pacu a preço de ouro

Escasso nesse período o preço da cambada com seis ou sete unidades de pacu estava custando 30 reais. Não é brincadeira, mas a preço de ouro em época de recessão ninguém aguenta. O produto flui das águas, sem ônus, não paga nenhum tipo de tributo para desembarcar, tão pouco para ser comercializado.
Não me diga que a lei da oferta e procura explica essa grandeza, claro que não. É o olhar do atravessador que tem engordado o preço do pescado nas feiras de Manaus, impondo sua própria politica de comercialização diante da omissão da prefeitura de Manaus.
Entra ano, sai década e nada acontece para resolver um problema que atinge a população diretamente o bolso. Essa politica improvisada de preço onera todos os itens da mesa do café, do almoço, do jantar, sobretudo do banquete em família dos amazonenses. Aproveite o dia, mas não durma com esse barulho!
Imagens: https://conversacomthomaz.com/
Complicado, deveria ter uma fiscalização constante…. Consumidor final recebe sempre o maior impacto.
Vdd, não política publica no setor.
Ok