

Por Thomaz Antonio Barbosa
Coube à uma mulher anunciar a ressurreição do Messias. Enquanto Eva é a derrocada delas, Maria de Nazaré, a redenção, temos em Maria de Magdala a sublimação do gênero.
Indubitavelmente o culto ao Messias começa com o anúncio de Madalena de que Jesus havia ressuscitado.
Devotada ao Mestre, ela havia ido visitar seu túmulo e se depara com um fato que modificou para sempre os caminhos da humanidade.
Os mistérios que envolvem esse lapso de tempo é a base de toda a religião do Messias de Nazaré e de tudo o que envolve a face rosada desse planeta desde aquele domingo sacralizado.
Escorchada e achincalhada pela religião dos papas, Madalena é reduzida de divindade à mais miserável das pecadoras e à mais execrável das mulheres, despida de qualquer posto de santidade.
Todavia, o que não pode ser negado é que Maria Madalena é um personagem central da origem do cristianismo, testemunha dos segredos que envolvem a ressurreição do Mestre.
O que há de tão especial nessa mulher misteriosa a ponto de receber primeiro essa revelação, não sei.
Porém, Maria de Madalena é o símbolo da proximidade da mulher com o Divino, com o poder, a sabedoria e o sagrado, tudo o que, infelizmente, o mundo machista faz questão de esconder!
Imagem: Divulgação