

Chegou à nossa redação uma denúncia de Miguel Pacheco, intelectual dessa cidade, sobre descasos com acervo literário do Amazonas. Por se tratar de um assunto delicado, sobretudo para a memória de nossa terra, nos honra reproduzir na íntegra a mensagem do jornalista:
“Bom dia, hoje (22), pela manhã, flagrei este “crime ” contra a educação e a cultura. Um índviduo entrou no velho prédio da magistratura, de tantas histórias, na rua Ferreira Pena, esquina com Simão Bolivar, e estava jogando fora livros históricos , em sua maioria, sobre leis, direitos civis.
Livros que poderiam ser doados para estudos das faculdades de Direito. A dois anos atrás, fiz denúncia da mesma natureza, pois sou vizinho do prédio e em certo momento, para ir exalar mau cheiro, pedi para entrar em suas dependências e constatei que milhares de livros históricos, alguns sobre tratados e de outras línguas, estavam se perdendo, uma vez que o prédio está se deteriorando, com rachaduras e inúmeras goteiras.
Ao publicar a denúncia, recebi a visita de um grupo da direção de uma associação de escritores e da imprensa. Eles acionaram o governo , mas optaram por providências só quando o novo governo assumisse. Isso aconteceu , mas nenhuma decisão foi tomada, sobre o que fazer com o acervo e com o prédio”. Esperamos providências!
Miguel Pacheco é formado em jornalismo pela UFAM, foi diretor da retomada do Sindicato dos jornalistas Profissionais do Amazonas, por dois mandatos e representante da FENAJ. Não é de hoje que ele tem se preocupado com o descaso com o patrimônio público de nosso estado.