

Por Thomaz Antonio Barbosa
Não é de hoje que tenho dito que as esquerdas amazonense precisam protagonizar as eleições de 2022. Ao que se percebe, ao longo do tempo, sobretudo o Partido dos Trabalhadores que é quem deveria liderar o processo, tem se esquivado, assumido uma posição inferior, se atrelado a alguém, o que não tem sido razoável para ninguém, apenas para dois ou três personagens internos que sequer são amazonenses, viabizarem projetos pessoais e alavancarem suas carreiras políticas.
A esquerda não tem lucrado com essa coisa pequena de se esconder, o Partido dos Trabalhadores também não, o Amazonas menos ainda. Porém, em meio a essa nuvem negra de conchavos, articulações e rasteiras, João Pedro se levanta contra o tempo, na contramão dos interesses de poucos, no afã de corrigir a história ou de trazê-la para os trilhos do progresso. É claro que as noviças do vício iam se manifestar.
O escritor
No último dia 08 de maio, Mary Andrade, Jorge Dias, Jadir Augusto e eu, estivemos na praça de São Sebastião, em meio ao povo, em um lugar histórico para as artes, a religião e a política, participando do lançamento de um livro que se apresenta como um resgate dos fatos recentes, também como um convite para fazer tudo de novo, embora em um cenário diferente, com novas armas e atores novos.
João Pedro também escreve e a sua escrita é militante, ativista, atual, com a sonoridade utópica de quem viveu o passado e, em razão dele, luta para melhorar o futuro. Assim é a política, uma ferramenta de se fazer história, de mudar o rumo das coisas, o destino das pessoas, a arma que Gonçalves tem usado para fazer seu caminhar. Não é fácil, mas é preciso!

O PT tem um pré-candidato que viveu os treze atos da esquerda de Manaus, viu o bairro Zumbi dos Palmares nascer, que percorreu a Caravana das Águas, que lutou na batalha da meia-passagem, que não abandonou Lula e Chico e Mendes quando julgados pela Justiça Militar. É sobre isso que João Pedro escreve, é isso ele viveu.
Necessariamente o PT do Amazonas tem candidato. É sabido que em um partido regido pelas odes democráticas qualquer militante pode lançar candidatura, todavia, é bom saber que João Pedro não é um militante qualquer. É antes de tudo aquele líder estudantil que lutou pela redemocratização do país, um ex-senador, deputado estadual e vereador, gestor público, e agora um escritor de excelência. Portanto, tudo o que virá em seu nome será legítimo, da autêntica esquerda brasileira, representa com maestria as nossas novas e velhas utopias.
… O livro “Nossas Utopias”, de João Pedro Gonçalves, está a venda na Banca do Largo, ao lado do Teatro Amazonas, em Manaus.
Imagens: redes sociais