Conversa com Thomaz

Deixe saudade e nada mais!!

Por Thomaz Antonio Barbosa

A morte do Paulinho não pode ser considerada somente uma estatística da Covid-19, mas é um pouco do país que desce a sepultura. Uma parte considerável do talento, da arte, da alegria, do caráter desse Brasil que a bendita “gripezinha de nada” coloca embaixo da terra fria.

Eu cresci ouvindo no rádio, nos discos, na tv e assistindo ao Roupa Nova. Não era somente um “show de rock’n rol”, tão pouco uma viagem “seguindo no trem azul”, esperando o dia “clarear” no velho e bom um “whisky-a-go-go”.

Roupa Nova era a banda que nos trazia “de volta para o futuro” embaixo de uma “chuva de prata” pra lá de “tímida”, mas “sensual”. Não há aquele, que viveu a minha geração, que não tenha se emocionado com a melodia de uma banda simples e, ao mesmo tempo, sofisticada.

Eu sei que os “corações não são iguais”, porém por trás da voz dessa canção especificamente estava uma figura ímpar da música brasileira, um arquiteto da interpretação que agora está “de volta ao começo”.

Paulinho não vai mais para cantar com o Roupa Nova uma bela “canção de verão”, mas certamente “agora sim” vai ter festa no céu.

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