Conversa com Thomaz

Declaração de vereador causa celeuma no meio artístico e cultural

“Mas, tem a cultura também. Não é hora de fazer festa, é hora de auxiliar e ajudar a população”. Com esta declaração proferida na sessão virtual da CMM desta quarta-feira, 27, o vereador Sandro estremeceu o meio artístico e cultural da cidade de Manaus. Imediatamente o também estreante vereador William Alemão pediu o uso da palavra:

– Presidente, só um minuto!

Então, o presidente daquela casa legislativa, Davi Reis, concedeu:

– Por favor, a palavra ao vereador Alemão!

O vereador Alemão foi incisivo nas argumentações;

– Saindo um pouco do assunto que estamos falando, mas eu não consigo deixar de responder ao vereador Sandro Maia, meu ilustre vereador: Cultura não é festa, tá, oh, vereador? Ah… Quem mais sofreu em 2020 foi a cultura e o turismo, mas principalmente a cultura. Não venha dizer aqui que tem dinheiro sobrando pra outra área, não, porque a cultura tá muito mal, tá bom?! Enquanto eu for vereador não vai mexer em dinheiro de cultura a não ser que seja próprio povo da cultura!

É que o vereador Sandro Maia parece que esqueceu de folhear no manual do edil o que diz respeito às obrigações do município para com a população, no capítulo onde trata a cultura como essencial para as relações sociais, para o desenvolvimento intelectual e até para a saúde mental da população.

Outra coisa vista nas poucas palavras do vereador é a confusão absurda e ingênua entre cultura e festa, uma louvação clara à política de pão e circo, aquela que tem ajudado a elevar muita gente ao poder. Vejamos:

Basicamente, a cultura corresponde a um conjunto de costumes, crenças, tradições, conhecimentos de um determinado povo, o que acarreta em uma categoria profissional que merece viver com dignidade, assim como, o parlamentar do município, fazendo uso igualmente dos recursos públicos. Festa é uma reunião de pessoas com fins recreativos, podendo ser acompanhada de música, danças, bebidas e comidas ou não. Cada um banca a sua.

Por fim, festejar é um regozijo, é alegria, já a cultura podemos dizer se tratar também da expressão da alma do artista, mediante a complexidade de um determinado grupo social em relação ao universo.

Parece simples, mas hoje na Câmara Municipal de Manaus essa “bobagem” causou uma celeuma absurda, exatamente no lugar onde e por quem não devia. No final se salvaram todos, Manaus é que precisa de cuidados!

Imagem: Facebook Divulgação

2 Comments

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *