

Por Thomaz Antonio Barbosa
Aproveito o meu espaço para falar da última polêmica envolvendo o governo federal acerca do assunto vacina-covid19.
Dessa vez parece contraditória a atitude do governo em comprar com tanta celeridade um imunizante, haja vista, eles que negavam abertamente a eficácia desse tipo de prevenção, inclusive a letalidade da doença combatida.
Sem querer esgotar o assunto, porém, para tentar explicar o básico sobre a contenda que hoje é o assunto nas mesas de botequins país a fora, sites, redes e o velho e gerador de polêmicas WhatsApps, tomo como base um conteúdo da uol.com.br, a quem recomendo ler, tem indicação abaixo.
Em matéria publicada no dia 24/06 o site diz que: “a compra de 20 milhões de doses da vacina Covaxin, do laboratório indiano Bharat Biotech, colocou o governo federal em meio a suspeitas de crime na negociação do imunizante. Na quarta-feira (23), a polêmica esquentou com a insinuação de que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) foi informado de possíveis irregularidades”.
Agilidade
Alguns pontos não aleatórios são destacados na matéria que nos ajudam a entender ou confundir ainda mais a nossa compreensível incompreensão da política de saúde pública do presidente Bolsonaro, entre eles a agilidade com que foi realizada a negociação: “Enquanto o governo federal precisou de 97 dias para assinar a compra da Covaxin, levou 330 dias para fechar o contrato com a Pfizer”.
Preço Alto
Outro destaque da matéria é o valor da negociação: “É a mais cara entre as vacinas compradas pelo governo brasileiro. Cada dose saiu por US$ 15, quatro vezes mais alto que a Oxford/AstraZeneca, que sai por US$ 3,65. As vacinas da Pfizer (1º contrato) e da Janssen saíram por US$ 10”.
Pelo pouco lido, mas pelo muito visto, causam espanto as contradições entre discurso e prática do governo de Bolsonaro. No mínimo será preciso explicar por parte dos envolvidos tanta nebulosidade nessa negociação da Covaxin. Pelo e sim e pelo não, certamente o caldo deverá engrossar para a imagem dita imaculada do governo Bolsonaro.
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