

Não há como negar o resultado da eleição passada, porém, estigmatizar Manaus como uma cidade de extrema direita é inconcebível. O eleitor manauara comeu o prato que foi oferecido.
A esquerda amazonense envelheceu, se encolheu, não lutou, se deixou ser engolida, então, os fascistas amedrontaram a cidade, oprimiram, escravizaram e, dessa forma, conseguiram a obediência das pessoas.
O cidadão comum é frágil, precisa de líderes para lhe comandar, de defensores, de heróis da massa. E quem são os da esquerda, aliás, quais foram?
Portanto, a direita não venceu a eleição, a esquerda é que foi derrota nas suas concepções ultrapassadas, na miopia de marketing, no seu comodismo, sobretudo, nas suas vaidades, em seus conflitos internos. Então, a direita se uniu, centrou forças e venceu.
E a culpa disso é da população? É o povo da minha cidade reacionário? Não. O cidadão busca segurança no sistema político, no aparelho de estado, amparo em seus líderes.
Ele quer a certeza de quatro refeições diárias à mesa, a tranquilidade de ir ao trabalho e voltar para casa sem medo, a escola funcionando, a unidade de saúde; a família assistida, enfim, viver em comunidade com a proteção plena do estado.
Todavia, todos os males do país foram atribuidos à esquerda e ninguém disse o contrário. Cada um se reduziu à sua bolha, o resultado não seria outro, diante do apedrejamento sofrido pelas forças progressistas e sua forma de governar. Mentiras viveram verdades em Manaus!
Com efeito, a capital do Amazonas tem vocação de esquerda, mas não é burra, e enquanto os ditos progressistas não vencerem seu egoísmo vão continuar sendo derrotados pelo fascismo, pelas forças do atraso, se esquivando da luta, dizendo que a culpa é do eleitor.
Dialogar é preciso!!!!