Conversa com Thomaz

A música regional está de luto, perdemos Wander Andrade

Dona Didita pegue a vassourinha,
Santa medicina é a fé”*

Os violões, as vozes,  os acordes melodiosos silenciaram, reverenciando sua ida. O cantor, compositor e violonista brasileiro Wander Andrade não está mais entre nós.

Com a honra de nascer em Óbidos, morar em Santarém e representar toda a Amazônia, o professor Wander Andrade não é vítima de si mesmo, todavia é da incompreensão insana daquilo que nunca poderemos ser: donos de nós!

Em cada semibreve,  cada compasso da vida reside a poesia da alma do homem. Essa é a dádiva de ser poeta, poder retratar tudo o que poderíamos ser, acaso não fossemos humanos,  findavéis.

Não morre com o homem o seu legado.  Wander se foi por suas mãos,  por seu arbítrio, mas nunca poderá levar consigo o encanto da sua lira, nela contém um pouco de cada um de nós, caboclos súditos das águas,  das matas,  das canções.

Não é a depressão que vai calar Wander Andrade, não é a dor de um país que agoniza que vai calar seus filhos. 
Renasceremos todos juntos,  festejaremos sua obra sempre, embora tristes por sua partida.

*Mulheres que Benzem, Wander Andrade e Milton Moda

Imagem: JB

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