Conversa com Thomaz

A culpa que era do Serafim agora é do Wilson Lima

por Thomaz Antonio Barbosa

imagem da Web

Conversa de elevador

Quando Serafim Correa é alçado ao poder no ano de 2004 em uma das eleições mais festejadas da história de Manaus o que se pensava era que Amazonino Mendes estaria morto e enterrado para a vida pública. Depois do estrondoso fracasso político da gestão do socialista, o velho cacique ressurge das cinzas e impõe uma das mais fragorosas derrotas na revanche contra o adversário.
Novamente na eleição de Wilson Lima, 2018, um outsider em visita ao Amazonas, podia se dizer que pela performance das urnas o ex-governador podia vestir o pijama e esperar os louros da história. Entretanto, diante da incontestável rejeição do atual governador, do aparente naufrágio da sua administração, a população de Manaus novamente ressuscita Amazonino Mendes para o topo das pesquisas eleitorais.
Sem entrar em questões de análise comportamental do cidadão, mas o velho cacique tem funcionado como uma espécie de alter ego do eleitor amazonense. Por outro lado poderia se dizer também como o ponto de equilíbrio entre o sarcasmo e a revolta de uma população que tem sim votado por mudança. Manaus tem experimentado coisas novas, a população do Amazonas tem buscado alternativas até em visitantes ilustres, mas as respostas não têm vindo das alcovas do poder.

Solução caseira

Correndo logo atrás nas pesquisas tem aparecido David Almeida, naquela espécie de namoro em que se receia o casamento por suspeitas ao desempenho do noivo. A Mariazinha até que quer casar, porém o pretendente ainda não disse a frase certa, não teve a atitude exata que fizesse a enamorada se desvencilhar das amarras e se jogar em seus braços, talvez ressabiada em virtude dos anteriores com Serafim e Wilson Lima. O dilema do candidato é fazer cachorro picado de cobra não ter medo de linguiça.

Solução antiga

Na disputa, correndo por fora, entra o gaúcho Zé Ricardo. Carregando nas costas um enorme estigma da sigla que agrega, o petista aposta nas suas próprias convicções e no arroubo dos correligionários para superar a situação adversa que se apresenta. Há quem diga que a grande vantagem do candidato do Partido dos Trabalhadores é a imagem acumulada, o desgaste do governo federal e uma militância fervorosa. Há outros que afirmam que lhe pesam como fatores desfavoráveis a aparência impopular, o estilo inflexível e etnocêntrico, além da estrela que carrega no peito.
Bem, na mente do eleitor cabe de tudo um pouco, assim como na mesa do caboclo. Sem fugir da rima e apelando para o bom senso, use máscara para dirigir, mas tire na hora de votar. De repente o culpado por uma cidade entrega às traças pode ser você. Bom café, ótima sexta-feira.

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