
Por Thomaz Antonio Barbosa
Ainnda comemorando a virada sobre Flávio Bolsonaro, a esquerda brasileira aproveita a estiagem de um domingo de sol para hibernar nas alcovas. Peixe e pirão na mesa; no Amazonas, apesar da fumaça, respira-se tranquilidade.
Com o “L” de Lula, de liberdade, de luz, de líder leal e lendário no peito, o manauara comemora livremente pelas ruas, acenando para o horizonte de uma cidade que emerge de uma convulsão sem precedentes.
PT e Haddad
Longe de tudo isso, o governo não dorme, e as pedras do tabuleiro das articulações nacionais e estaduais se movem a cada instante. O partido que congrega o presidente da República, o PT, deverá dar algumas guinadas. Dificilmente o Fernando Haddad vai voltar à posição de onde saiu.
João Pedro
No Amazonas, a pedra que provavelmente não voltará mais para a posição inicial deverá ser o ex-senador João Pedro. Enquanto Haddad vai procurar emprego no RH do governo, João Pedro deverá trocar de casa, saindo do Incra para o Senado Federal.
Sinésio Campos
Outra pedra de encaixe nesse tabuleiro é o deputado estadual Sinésio Campos. Sem conseguir êxito nas ruas, onde buscava seu oitavo mandato, o “baixinho” é primordial — aliás, a angular nesse processo que eleva João Pedro ao Senado.
Mas hoje é domingo, amanhã eu explico o resto. Aproveitem o sol. Por aqui, vou comer um bodó assado com farinha d’água e murupi.