Conversa com Thomaz

Algumas verdades a serem ditas

Não há como negar o resultado da eleição passada, porém, estigmatizar Manaus como uma cidade de extrema direita é inconcebível. O eleitor manauara comeu o prato que foi oferecido.

A esquerda amazonense envelheceu, se encolheu, não lutou, se deixou ser engolida, então, os fascistas amedrontaram  a cidade,  oprimiram, escravizaram e, dessa forma, conseguiram a obediência das pessoas.

O cidadão comum é frágil, precisa de líderes para lhe comandar, de defensores, de heróis da massa. E quem são os da esquerda, aliás, quais foram?

Portanto, a direita não venceu a eleição, a esquerda é que foi derrota nas suas concepções ultrapassadas, na miopia de marketing, no seu comodismo,  sobretudo, nas suas vaidades, em seus conflitos internos. Então, a direita se uniu, centrou forças e venceu.

E a culpa disso é da população? É o povo da minha cidade reacionário? Não. O cidadão busca segurança no sistema político, no aparelho de estado, amparo em seus líderes.

Ele quer a certeza de quatro refeições diárias à mesa, a tranquilidade de ir ao trabalho e voltar para casa sem medo, a escola funcionando, a unidade de saúde; a família assistida, enfim, viver em comunidade com a proteção plena do estado.

Todavia, todos os males do país foram atribuidos à esquerda e ninguém disse o contrário. Cada um se reduziu à sua bolha, o resultado não seria outro, diante do apedrejamento sofrido pelas forças progressistas e sua forma de governar. Mentiras viveram verdades em Manaus!

Com efeito, a capital do Amazonas tem vocação de esquerda, mas não é burra, e enquanto os ditos progressistas não vencerem  seu egoísmo vão continuar sendo derrotados pelo fascismo, pelas forças do atraso, se esquivando da luta, dizendo que a culpa é do eleitor.

Dialogar é preciso!!!!

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