

por Thomaz Antonio Barbosa
Hoje amanheceu chovendo em Manaus, 18/09. Então fiz uma fotografia da chuva ganhando o horizonte, tirando a minha visão do Rio Negro, exatamente do meu quarto de dormir.
Fui à rede social e publiquei a imagem, seguida da frase “da janela lateral do quarto de dormir”. É recorrente e óbvio, portanto para quê citar obra/autor?
Porém, dependendo do leitor – no Facebook o sábio e o medíocre se nivelam -, alguém poderia achar que estávamos falando de extraterrestres. Pois, são mesmo, os caras que compuseram essa obra prima não são desse planeta.
Então, surge um amigo, Pablo Orutu, nos comentários e, já que criminosamente eu não tinha dado crédito de autoria, posta “Beto Guedes”.
Automaticamente eu replico dizendo que “Paisagem da Janela”, é de Lô Borges e Fernando Brant, que Beto Guedes, Milton Nascimento e o Brasil de A à Z gravou.
Depois disso começamos rasgar a seda e Pablo postou coisas maravilhosas do Som Imaginário, da Clara Nunes, do João Nogueira, da alma do Brasil que sonha, que chora e rir, que se emociona e é capaz de emocionar.
O treteiro Pablo salvou o dia. Nossa, como é bom amanhecer o sábado, na minha plácida Manaus, pelo menos até a hora do sol esquentar tudo, falando de uma divindade como Beto Guedes, da genialidade de Lô Borges e Fernando Brant!!!
O Brasil não está perdido, espalhem por aí. E por falar em obra/autor, a canção “Paisagem da Janela” saiu da dimensão humana, ganhou contorno de espitualidade; cresceu, é maior que seus criadores, ela pertence ao mundo!
Imagem: Capa do disco O Sal da Terra, EMI.
Tenu ahi! Gratidao! Muito feliz com esse nosso dialogo logo sabado pela manha! Mostrando que , inclusive, nao sou apenas o ” treteiro” de plantao.
Por mais manhas como essa
Nós que agradecemos