

Aconteceu na noite dessa quinta-feira, 01, o primeiro debate para prefeito de Manaus, evento promovido pela TV Band Amazonas. Ao término, convidamos quatro candidatos a vereador, de diferentes legendas, para fazer uma avaliação do evento. Veja o que disse cada um deles:
Stones Machado
Para Stones Machado, candidato a vereador (DC), o debate foi “vazio, sem conteúdo e com promessas antigas. Nada factível do ponto de vista de uma nova administração, moderna. Manaus precisa receber um administrador que saiba cuidar da cidade com transparência, mas sabendo o tamanho do recurso, falar da receita e da despesa”.

O candidato que é administrador acrescentou que “vi muitas propostas inviáveis, é claro que em quatro anos não vamos resolver tudo, Manaus tem graves problemas, nossa cidade foi agredida durante muito tempo, então os prefeituráveis precisam dizer isso com clareza, mas que é preciso começar resolver essas questões a partir de agora. Vejo com muito respeito todas as candidaturas, entretanto, faltou conteúdo no debate, lamentável”. Stones Machado lamentou também a ausência de Chico Preto, líder de sua legenda, no evento.
Antônia Souza
A candidata Antônia Souza (Podemos), empresária do ramo do turismo, por sua vez, achou o debate “fraco, faltou falarem de suas propostas, houve mais ataques do que proposições. A população quer ouvir ideias, a cidade está cheia de problemas, as pessoas estão precisando de saúde, de transporte de qualidade, boa educação, incentivo ao turismo, cuidar dos idosos com dignidade. E quando a gente assiste a um evento desses, enquanto eleitor, o que se quer é ouvir falar de plano de governo, não de ofensas e baixaria”.

Sobre a não participação de Amazonino Mendes no debate ela disse que “foi coerente em decorrência da pandemia, ele precisa se resguardar por ser grupo de risco. É um direito que ele tem de cuidar de sua saúde”. Amazonino justificou com antecedência à direção da emissora sua ausência, alegando risco de contaminação por Covid-19.
Luiz Carlos Marques
O candidato Luiz Carlos Marques (PCdoB), cientista social, fez uma análise mais técnica do evento. Para ele “o formato do programa foi original, permitindo um debate mais acalorado. A estratégia de cada candidato seria saber controlar o seu tempo, fazendo com que o oponente gastasse o seu, para no final expor bem as suas propostas, com mais tranquilidade”, salientou.

Em relação ao desempenho dos candidatos ele avaliou que “a direita foi o que se esperava: falar sobre o apoio de Bolsonaro e resolver todos os seus problemas com a polícia; já o “centrão” exaltou os seus feitos, os que já foram prefeitos, deputados, governador, apostaram em relembrar as suas glórias para o eleitor; a esquerda, sobretudo o PT, por sua vez, ficou meio que acuada, não conseguindo passar bem suas propostas”.
Para finalizar Luiz Carlos afirmou que “como primeiro debate acho que foi bom, no próximo as pessoas vão está mais familiarizadas com esse formato. No geral foi positivo para todos, dá para a população começar a perceber quem é quem”, concluiu.
Débora Mafra
Na opinião da candidata Débora Mafra (PSC) “ontem tivemos oportunidade de ver a democracia sendo feita, e nós eleitores pudemos observar quem está mais preparado, quem está com mais engajamento nas politicas publicas. Tivemos a oportunidade de ver o preparo de cada candidato, falando do que acreditam, vimos também como se saem diante de uma pergunta a qual eles não imaginavam ser feitas. Aí analisamos o preparo politico de cada um”.

A delegada da mulher, licenciada, acrescentou que “achei muito bom, pois enriquece a democracia, nos politiza. E mais uma coisa: o debate politico possibilita uma visão melhor de quem a gente vai escolher. Há casos em que o eleitor estava propenso a votar em determinado candidato, na sabatina ele percebe que o outro está melhor preparado, aí ele muda seu voto. Assim, o cidadão manauara não vai votar por um rosto, por um partido, mas sim naquela pessoa que ele acredita ser capaz de fazer a diferença”, disse Débora Mafra.